A União Europeia tem armas apontadas ao desemprego e conta por isso com 6,4 mil milhões de euros para até 2015. Na cimeira sobre emprego que decorreu em Milão, Itália, os chefes de Estado e de governo dos 28 debateram a melhor forma de acabar com o flagelo do desemprego.
Sem apresentar uma receita concreta, François Hollande explicou qual deve ser a prioridade. “Devemos considerar o programa de emprego para os jovens como uma das medidas para a sustentabilidade do crescimento económico na Europa. É isso que está em jogo para a Europa. Se ela não for capaz de oferecer esperança às novas gerações, os povos acabam por virar as costas à Europa. A Europa tem que ser novamente uma oportunidade para a juventude”, adiantou.
Diagnóstico feito, é preciso investir o dinheiro destinado a combater aquele que é, em parte, o resultado de uma economia estagnada.
Para ressuscitar a máquina do emprego Angela Merkel apresentou mais questões.
“Não está em questão se existe dinheiro suficiente, mas vamos ter que voltar a colocar o dinheiro a circular. Claro que vamos ter que investir, claro. Mas também é importante a questão de onde investir. E para isto precisamos saber quais são os empregos do futuro e não quais são os do passado”, disse.
Na cimeira ficou também espelhada alguma divisão sobre o rigor do pacto de estabilidade. A França voltou a insistir na necessidade de aligeirar as restrições orçamentais.
Os lideres europeus não se livraram de um protesto nas ruas de Milão.