A greve convocada pelo principal sindicato dos pilotos da Air France está a ter uma adesão na ordem dos 75 por cento.
O balanço do primeiro dia feito pela estrutura sindical é, no entanto, desmentido pela companhia aérea.
A diretora de operações da Air France diz que a adesão à greve ronda os 60 por cento e acredita que a companhia vai conseguir assegurar 40 por cento dos voos esta terça-feira.
Na origem do protesto, o plano de expansão da Transavia que prevê a abertura de novas bases fora dos países de origem, como por exemplo, Portugal.
O presidente do Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha acusa a direção da Air France de querer criar uma nova companhia: a Transavia Europa. Uma empresa que pode passar a estar sujeita, por exemplo, à lei portuguesa. Jean-Louis Barber exemplifica. Os voos do Porto para Paris podem passar a ser assegurados por pilotos portugueses. Uma situação que vai originar a supressão de postos de trabalho. Em causa, conclui, está um projeto de deslocalização e de dumping social.
Milhares de passageiros estão a ser afetados pela paralisação. Muitos criticam o braço-de-ferro, mas há também quem compreenda as razões do protesto.
Uma mulher diz que os pilotos têm razão, mas lamenta que seja os passageiros a pagar a fatura.
A companhia estima que cada dia de greve possa custar 15 milhões de euros. Um montante que a direção vai ter de multiplicar por oito, caso não chegue a um acordo com o principal sindicatos dos pilotos da Air France.