Os setores da defesa e energético estão na mira das novas sanções económicas contra a Rússia, em vigor a partir desta sexta-feira.
Pressionada por alguns países, a União Europeia decidiu avançar com um novo pacote de medidas, enquanto avalia a implementação do plano de paz no leste da Ucrânia.
Os 28 admitem, no entanto, voltar a atrás face aos progressos no terreno.
Para já, o crédito às três principais empresas de armamento e do setor energético está proibido.
Moscovo já reagiu. Alexander Lukashevich, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo já criticou a decisão que considera lesar os interesses da própria União Europeia. Acrescenta, que Moscovo vai tomar medidas à altura das sanções impostas e dos estragos causados à economia russa.
Moscovo já se preparava para o pior. Países como a Polónia e a Alemanha registaram, nos últimos dias, quebras no fornecimento de gás. Uma arma de peso a poucos meses do início do inverno.
De visita ao Tajiquistão, Vladimir Putin continua à procura de novos parceiros e a mensagem é clara: o mercado europeu é importante, mas não é o único.